Pontos positivos
- Keynotes épicos (Phillippe Kructhen & Klaus Wuestefeld)
- Alto nível de integração entre palestrantes e presentes no evento
- Pessoal integrado para assistir ao jogo do Brasil (foi disponibilizado um telão no evento)
Pontos negativos
- Faltou cafeína (mesmo problema de coffee-break do dia 1)
- Tivemos menos palestras devido ao jogo
- O jogo do Brasil foi muito feio e foi uma total perda de tempo
O segundo dia
O pontapé inicial foi dado pelo Prof. Philippe Krutchen, com um Keynote muito bem bolado, sobre o papel do contexto do projeto e a útilização de metodologias ágeis. Ele falou do "sweet spot", que é o contexto genérico de projetos onde o Agile mostra seu maior potencial. Para projetos fora do sweet spot, como projetos de sistemas com pouca interação com usuários, difíceis de testar, com requisitos de segurança (safety) muito rígidos, ou com requisitos estáveis, o Agile continua sendo uma opção, mas sua utilização deve ser considerada com critério.
Em seguida tivemos o jogo da copa e almoço.
Após o almoço, palestra do Rodrigo Branas sobre workflow de desenvolvimento baseado em Kanban. Ele foi muito objetivo e claro, sempre ligando conceitos do Kanban com situações práticas, como múltiplos projetos simultâneos e dependências entre tarefas.
Exatamente o que eu estava procurando. Surgiu muita ideia legal para colocar em prática!
Thiago Ghisi e Rodrigo Vaccari (.NET architects), Rodrigo Branas (Oncast) e eu
Em seguida palestra com o Luiz Claudio Parzianello e o Rafael Prikladnicki sobre Café Kaizen. Eles estão trazendo uma maneira inovadora de detectar problemas e buscar correções em projetos. Após a apresentação do conceito, que envolve uma boa dose de Programação Neuro-Linguística (PNL), os palestrantes convidaram a plateia a criar uma situação fictícia de projeto, porém verossímil, e juntos utilizamos o Café Kaizen para detectar problemas, causas, objetivos e efeitos esperados e inesperados. Na minha opinião ainda vamos ouvir falar muito do conceito de Café Kaizen por aí. É uma ferramenta simples e que funciona.
Finalmente, tivemos o último keynote com o Klaus Wuestefeld, reavaliando o XP como o conhecemos e propondo novos valores e práticas. Foi um dos pontos altos do evento, na minha opinião. O Klaus consegue ser extremamente engraçado e didático. O conhecimento parece fluir livremente da mente dele para as outras mentes presentes no local. A moral da história ao meu ver é que após um certo nível de maturidade, é possível repensar a forma como desenvolvemos software para um patamar ainda mais extremo.
Bom, é isso. O evento foi extremamente proveitoso, tanto no sentido de troca de conhecimento como no quesito networking. O evento foi preparado por agilistas para agilistas, e considero que foi um grande sucesso. A intenção da Inspira é participar cada vez mais ativamente da comunidade Agile brasileira e colaborar no que for necessário para o seu desenvolvimento.
EDIT: esqueci de comentar duas coisas:
1) Impressionante como o twitter funcionou como uma ferramenta de troca ágil de informações e integração dos participantes do evento.
2) Tivemos alguns "Open Spaces" onde aconteceram discussões paralelas, porém muito interessantes. Muitas ideias interessantíssimas surgiram por lá. Espero ver Open Spaces em outros eventos também





